A capacidade de influência do setor privado em projetos educacionais

As atividades educacionais nesse período de confinamento tornaram-se uma tarefa onde pais, professores e profissionais de educação precisam criar estratégias para manter o interesse das crianças e jovens, e proporcionar condições para que o ano letivo tenha o mínimo de perdas.

Em 12 anos de trabalho a Rede Educare sabe que o investimento em projetos que proporcionem maior acesso à educação, instrumentos culturais e a continuidade da aprendizagem, mesmo em tempos tão incertos, é fundamental e requer nesse momento criatividade e dedicação especial.

Para as comunidades atendidas esses projetos são de grande impacto em seu cotidiano e representa mais uma oportunidade de conhecimento, disseminação de cultura e de socialização.

E nesse período de isolamento social o exercício da prática de leitura torna-se uma ferramenta poderosa, não apenas para nos entreter, mas como fonte de conhecimento e de reconhecimento do espaço ao qual fazemos parte.

Com mais de 110 projetos implementados, 80 cidades impactadas e mais de 50 mil beneficiados, exemplificam como a Rede Educare através do incentivo privado consegue mudar a realidade educacional em projetos específicos que valorizam a arte, a educação, a cultura e o esporte.

Presente nas cinco regiões do país somos responsáveis pela promoção de projetos que possam diminuir as deficiências escolares de jovens e adultos. Além do mais, empresas e comunidades podem se envolver em práticas que inovam e construam perspectiva positivas em espaços considerados vulneráveis, ou seja, onde os indivíduos estão à margem da sociedade em processo de exclusão social.

Nessa trajetória de mais de uma década já podemos contabilizar bons resultados onde o incentivo privado foi fundamental para viabilizar os projetos através de leis de incentivo fiscal.

Empresas importantes na economia brasileira já entenderam sua participação na contribuição em espaços educacionais como uma ferramenta importante para a diminuição das desigualdades. Entre os parceiros nesses projetos temos a CPFL Energia, Novelis, Ball, 3M, Dow, Basf, Kromberg & Schubert, AES Tietê e RHI Magnesita.

A sociedade, por outro lado, incentiva cada vez mais essa prática empresarial. De acordo com o estudo Marketing Relacionado à Causa realizado em setembro de 2019 pelo Instituto Ipsos constatou-se que os consumidores preferem comprar de empresas que investem em causas sociais. A pesquisa ouviu 1.200 brasileiros de classe A, B e C, e 63% das pessoas entrevistadas preferem as organizações que investem em educação e oportunidades de aprendizagem.

Projetos como o Cantos de Leitura, Carreta Literária, Leitura no Campo e Casinha De Livros já proporcionaram que crianças, jovens e adultos tenham acesso a socialização em suas comunidades, utilizando a leitura como um atrativo e ponto de encontro.

Mesmo neste período atípico onde empresas e comunidades precisam repensar suas ações, é mais do que necessário continuar investindo em atividades que possam contribuir na redução do desequilíbrio educacional, e no médio prazo que também possam reduzir o contraste econômico e social nas comunidades atendidas.