A transformação do ensino e as necessidades do futuro

A transformação digital modificou a forma como nos relacionamos com os livros, com as artes, e com tudo que se relaciona ao ambiente escolar, pesquisas, provas, novas habilidades e a linguagem que o aluno do século XXI deve estar familiarizado.

O relacionamento com novas tecnologias já nos provou o quanto podemos ter benefícios na comunicação, no relacionamento com clientes e parceiros, nos nossos hábitos de consumo e no conhecimento do nosso papel da sociedade.

Um levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas em 2019 estimou que país alcance o número de 420 milhões de aparelhos digitais ativos, sendo que existam hoje aproximadamente 230 milhões de smartphones ativos no país e a proporção desde 2018 é que já existam mais de um aparelho por habitante. Os computadores, notebooks e tablets representam 180 milhões em uso no Brasil.

Mas esse desenvolvimento e acesso ainda não é uma realidade, visto que ainda existem muitas desigualdades sociais e econômicas, não somente no Brasil, mas no mundo todo.

Os resultados educacionais da Pesquisa Anual por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua) revelou que o acesso ao ensino básico cresceu de 45,0 % para 47,4% da população com 25 aos ou mais.

Entretanto a pesquisa ainda traz resultados que precisam ser erradicados. Se por um lado o acesso à escola tem crescido, as taxas de atraso e evasão que são mais frequentes no ensino médio chegaram a 30,7% dos alunos.

Ações de investimento em educação e a capacitação de professores provam que esses índices podem ser revertidos quando as políticas públicas convergirem seus recursos para a promoção de iniciativas voltadas as diferentes realidades do país, onde além do cumprimento do currículo escolar, os alunos possam se sentir capacitados para as novas necessidades do futuro.

Para os educadores, diminuir as desigualdades e formar as competências tão necessárias nessa década é um desafio constante, visto que ainda vivemos em um país onde a educação de qualidade ainda não é possível para todas as crianças em idade escolar e para jovens.

E contextualizando com nosso momento atual onde todos os dias somos levados a tomar decisões para o curto prazo, a transformação digital no ensino também irá se adaptar para atender esse novo perfil de aluno mais participativo e aberto para mudanças.