Planejamento e a gestão responsável no setor cultural

O primeiro semestre de 2020 foi desafiador para o setor da cultura e da educação. Como dois pilares importantes para a formação dos indivíduos, o isolamento social transformou a forma como nos relacionamos com os meios culturais e percebemos como a participação do público é fundamental. Além disso, percebemos como a educação torna-se fragilizada, já que o ambiente escolar também possibilita que os alunos possam ter contato com os seus próprios costumes culturais e de outras regiões.

Agora com o início do novo semestre, temos uma nova etapa a nossa frente sobre como iremos dar continuidade as atividades de ensino e cultura baseadas em protocolos de segurança e possibilitar que o setor continue ativo.

Cada nova atividade que for iniciada deverá ter em seu plano, além das demandas comuns como orçamento, local, logísticas, por exemplo, um protocolo seguro com normas de higienização e segurança de seus colaboradores e público.

Essas novas orientações irão possibilitar de uma forma responsável, que o setor cultural continue sua importante função de levar arte, diversão, informação e cidadania, e esteja preparado para se adequar as mudanças que esse período nos exige.

E para que isso aconteça, é importante que os produtores culturais, profissionais do setor, educadores, parceiros e patrocinadores precisam conhecer essas novas dinâmicas e impactar positivamente seus projetos, marcas e empresas.

A Olivieri Associados, por exemplo, tem um amplo conteúdo para orientar e informar quem atua no setor e precisa se adequar as novas diretrizes. No município de São Paulo, considerado o maior polo de atividades que concentram aglomerações, cinema, teatro, eventos em geral, inclusive esportivos, só poderão ser retomadas quando o município se encontrar na classificação azul, última etapa do projeto de reabertura.

Essa classificação depende de uma série de critérios como a taxa de ocupação de UTIs, o total de leitos hospitalares por 100 mil habitantes e dados epidemiológicos de mortes e infecções pelo novo coronavírus. Para o Estado de São Paulo as orientações são as mesmas, ou seja, para que o retorno dos eventos culturais possa acontecer, seus promotores precisam entender que além de representarem um poderoso agente social, também representam um indicativo de responsabilidade sobre seu setor.

E com a continuidade das restrições até esse momento, o segundo semestre se inicia com a palavra de ordem que é o planejamento e a gestão responsável para projetos que estão em andamento. E como estamos orientando há algum tempo, a necessidade de cautela é essencial para qualquer nova proposta.

Evidentemente, o setor cultural está contribuindo desde o início do isolamento social das melhores formas possíveis migrando para o mundo virtual, em uma tentativa de manter em atuação e fomentar os incentivos.

Como diversos setores do país, os projetos culturais e educacionais, como projetos de leitura que são realizados pela Rede Educare, se reinventaram nessa primeira fase, e a partir de agora, precisa aperfeiçoar sua gestão e comunicar seus parceiros, patrocinadores e público de forma transparente, incluindo em seu planejamento além das demandas recorrentes do setor, o fator da imprevisibilidade.