Criando ambientes igualitários em tempos de crise

O acesso as atividades culturais contribuem para que costumes, tradições e histórias possam ser compartilhados entre membros de um grupo, associação, comunidade, bairros ou nas escolas. Elas têm a capacidade de criar interações entre as pessoas de um mesmo local criando um vínculo de identidade entre suas experiências, dificuldades, anseios e conquistas.

Nesse momento em que as atividades sociais estão comprometidas é oportuno que possamos refletir como as ações culturais podem ser prejudicadas, mas que ao mesmo tempo é uma excelente chance para que parte delas se reinventem em como irão chegar até seu público.

É claro que agora temos outras prioridades, sendo as principais na manutenção da saúde e de termos o menor impacto possível em nossa economia, mas também é um momento apropriado para pensarmos que os instrumentos culturais também fazem parte da nossa responsabilidade de participação na sociedade.

Quando empresas, agentes em comunidades, educadores, formadores de opinião, nos responsabilizamos em gerar e participar ativamente por melhores condições de ensino, qualidade de vida nos centros urbanos proporcionando um maior acesso as atividades culturais temos a capacidade de criar um ambiente mais igualitário, onde pessoas que estejam excluídas desses instrumentos possam ter um contato mais próximo e ativo com a produção cultural local.

Com uma sociedade tão diversa em suas expressões artísticas em um país de proporções continentais, as atividades culturais acabam se concentrando em regiões mais populosas, distanciando-se de outros grupos, que infelizmente por diversos fatores, não possuem o fácil acesso a essas dinâmicas.

Entretanto, quando nos envolvemos como produtores, facilitadores, incentivadores, investidores e agentes para essas ações, estamos colaborando para que cenários de analfabetismo, de falta de acesso ao lazer ou com limitações geográficas, tenham a condição de exercer suas manifestações culturais de forma mais ampla e recorrente.

Por isso é muito importante que mesmo em tempos de crise possamos repensa em nosso papel de transformadores do espaço e do cotidiano das pessoas ao nosso redor.

E também criar a possibilidade de influência em nosso meio divulgando projetos que atendam às necessidades de uma comunidade local e estimulando cada vez mais que empresas e agentes sociais possam criar tais práticas, educacionais e/ou artísticas.

Após esse período de incertezas passar é esperado que a sociedade repense sua responsabilidade de como a educação e as condições que influenciam na qualidade de vida devem ser transformadas e quais novos caminhos devem ser seguidos.

E diante desse novo cenário novas necessidades irão surgir e em mundo altamente complexo e que está em constante mudança. Cabe a nós, enquanto agentes transformadores estarmos engajados com práticas cada vez mais criativas e empáticas para a criação de novas oportunidades que promovam uma efetiva mudança social e educacional.